Google lança o Gemini Omni: sua nova produtora de vídeo de bolso
O novo modelo substitui o antigo Veo e transforma a edição de vídeo em uma experiência muito mais leve e divertida.
O Google resolveu dar um abraço de despedida no modelo Veo e colocar o novíssimo Gemini Omni para jogo. A ideia aqui é simples: transformar a edição de vídeo, que antes dava dor de cabeça, em um bate-papo tranquilo. Você digita, e a inteligência artificial que lute com a parte técnica pesada.
Pode dar tchau para aquelas timelines assustadoras. O sistema mistura seus textos, meia dúzia de imagens de referência e pedaços de vídeo para gerar clipes de até dez segundos — já com áudio nativo perfeitamente sincronizado. Tudo isso sem você precisar suar a camisa. — prático assim.
Hollywood na ponta dos dedos
Brincar de diretor ficou bem mais fácil. O esquema de edição “vídeo para vídeo” do Gemini Omni aceita ordens diretas como quem pede um lanche. Quer trocar a camisa do sujeito na cena? Pedir uma luz mais dramática ou consertar aquela câmera tremida? É só mandar no chat e a mágica acontece na mesma hora, mantendo o resto do cenário intacto.
Se você só tem fotos, não tem problema. Suba até cinco imagens estáticas para o sistema e ele cria um vídeo novinho em folha a partir delas. E se a criatividade tirou folga, a plataforma te salva com uma vasta galeria de estilos pré-fabricados. Com um clique, a estética de milhões está pronta na tela. — acabaram as desculpas.
Clone a si mesmo e vá descansar
O recurso de avatares é, basicamente, a sua chance de terceirizar você mesmo. O Gemini Omni cria o seu sósia digital, clonando sua aparência e voz de forma segura. Nada de ter que arrumar o cabelo e gravar o rosto toda vez que for criar um projeto novo. O seu “eu virtual” assume o batente e automatiza a vida do criador de conteúdo.
Mas calma, a segurança não foi esquecida. O Google embutiu a tecnologia SynthID no processo, que funciona como um carimbo invisível de rastreio em todos os vídeos gerados. Além disso, se você jogar um arquivo suspeito no chat, a plataforma vira detetive e te avisa na hora se aquilo saiu ou não de uma inteligência artificial.
A conta chega (e não é barata)
Como nem tudo são flores, a brincadeira cobra o seu preço. O acesso ao Gemini Omni é exclusivo para maiores de 18 anos que estejam dispostos a abrir a carteira em assinaturas mensais.
É preciso ter um plano pago e ativo nas categorias Google AI Plus, Pro ou Ultra. Vale lembrar que alguns truques mais parrudas, como os avatares e a edição de vídeo para vídeo, ainda esbarram na burocracia e dependem da legislação de cada país.
Se você estava procurando o botão de “teste grátis”, pode esquecer. A empresa trancou a geração de mídia pesada no seu ecossistema fechado. O formato de chat foi feito sob medida para quem tem alergia a softwares profissionais de renderização e prefere a comodidade de digitar as instruções. — o mercado cobra.
Para fechar o pacote, o modelo não é bobo: ele entende como o mundo real funciona. A IA respeita a gravidade, a perspectiva espacial e a física básica na hora de animar os objetos. Basicamente, o Google empacotou diversas habilidades técnicas complexas em um utilitário de rotina, transformando o aplicativo nativo em um verdadeiro estúdio de bolso.
Segundo os reajustes e atualizações mais recentes do Google em 2026, os valores variam conforme o seu plano:
- Google AI Pro (ou Google One AI Premium): Custa R$ 112 mensais no Brasil. Este é o plano básico para acessar os modelos avançados do Gemini, embora possua tetos de limite de uso diário.
- Google AI Ultra: Voltado para uso pesado e criadores profissionais, passou recentemente a custar US$ 100 mensais. Além da prioridade nos recursos mais pesados de vídeo (como o Gemini Omni), o pacote inclui 20 TB de armazenamento em nuvem e YouTube Premium.
O acesso ao Gemini Omni requer pelo menos uma dessas assinaturas ativas.
Mais informações sobre o Gemini Omni você encontra aqui. Confira o vídeo de apresentação do Google:
