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Novas funções do Claude que você (ainda) não conhece

Claude Novas Funções

Memória editável, navegação autônoma e um novo hub de aprendizado: o que mudou no Claude nas últimas semanas

O mês de Agosto passou e a Anthropic lançou atualizações importantes no Claude. Se você não abria o app há algum tempo, pode ficar surpresa com qual melhor a ferramenta está, com funções que resolvem exatamente as reclamações que você provavelmente já fez em voz alta.

Se você já teve que reexplicar seu trabalho a cada nova conversa; copiar e colar dados de um site porque o Claude não conseguia acessar; ou ficar refém de um único dispositivo para continuar uma tarefa, esses updates vão te agradar.

Separamos aqui só o que muda para quem usa o Claude no dia a dia. Atualizações voltadas a times de engenharia e infraestrutura corporativa ficaram de fora, porque você tem coisa melhor para fazer com seu tempo.

Memória unificada e editável

A memória do Claude agora funciona igual no chat e no Claude Cowork. O que você conta em um lugar aparece no outro, sem necessidade de reexplicar contexto a cada nova tarefa.

A mudança mais útil está em Configurações > Memória. Tudo o que o Claude guardou sobre você aparece listado por tópicos, e você pode ler, editar ou apagar qualquer item. Se ele registrou o nome antigo da sua empresa, você corrige em um arquivo e todas as conversas seguintes vão acertar.

Outra alteração discreta: a memória se atualiza durante a conversa, em vez de resumir tudo depois que ela termina. Você menciona que o prazo do projeto mudou para setembro, e a próxima conversa já sabe disso.

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Bem-vindo ao futuro!

Assuntos considerados sensíveis (saúde, crenças, política, identidade) ficam fora da memória por padrão. Existe uma opção para incluí-los, se você preferir. E há categorias que o Claude não guarda em hipótese alguma, como documentos de identificação e dados que violem as políticas de uso.

Claude no Chrome para os planos pagos

A extensão do Claude para o Chrome saiu do modo piloto e agora está disponível em qualquer plano pago. A novidade é que o Claude pode agir de forma autônoma no navegador, sem pedir sua aprovação a cada clique.

Antes de executar, um classificador de segurança verifica se a ação corresponde ao que você pediu. Se não bater, a ação é bloqueada. Você pode desligar essa autonomia nas configurações e voltar a aprovar tudo manualmente, se preferir manter o controle na mão.

Na prática, isso abre acesso a sistemas que não conversam com IA por API: dashboards internos, portais de fornecedores, plataformas antigas. O Claude lê a página, digita, clica, navega e preenche formulários usando os logins que você já tem no navegador.

O Claude ganhou navegador próprio

No aplicativo de desktop, o Claude Cowork agora tem um navegador embutido. Quando uma tarefa exige acesso à web, ele abre em um painel lateral e navega sozinho, sem tocar no seu navegador.

A distinção entre as duas ferramentas ficou clara: o navegador embutido serve para delegar tarefas enquanto você continua trabalhando em outra coisa (pesquisar dados para um relatório, coletar faturas em um portal).

O Claude in Chrome serve para a página que você já tem aberta, com as contas em que você já está logado.

O navegador embutido não vê suas abas, favoritos nem senhas. Se você quiser manter sessões ativas em sites específicos, dá para importar logins site a site. Bancos, e-mail e serviços de autenticação única ficam de fora, a menos que você inclua manualmente.

Claude Academy

A Anthropic lançou um hub de aprendizado sobre uso de IA, com cursos, tutoriais e certificações. O material está organizado por problemas que você precisa resolver, e não por funcionalidades do produto.

Um ponto do material interno chamou atenção. A própria Anthropic afirma que comportamentos específicos de Prompt, como “descreva seu público”, perderam importância nos modelos mais recentes. Hoje o Claude simplesmente pergunta essa informação quando ela é necessária para entregar um bom resultado.

A equipe de educação da empresa deixou de enfatizar técnicas específicas e passou a trabalhar mentalidades mais duráveis. Duas que aparecem no currículo: “a IA de hoje é a pior IA que você vai usar” e “verifique na proporção do risco”.

Vale a pena mexer nas configurações

O detalhe de tudo isso é que as funções mais úteis chegaram justamente nas áreas onde ninguém costuma olhar. A memória editável, que resolve o problema de reexplicar seu contexto pela milésima vez, está a três cliques de distância em um menu que a maioria das pessoas abre uma vez na vida para trocar o tema para escuro.

Se você usa o Claude com alguma frequência, reserve dez minutos hoje para abrir Configurações > Memória e ver o que ele anotou sobre você. Pode ser que encontre informações desatualizadas, um projeto que morreu em março ou uma preferência que você mudou de ideia. Corrigir isso vai poupar você de discutir com uma máquina que sabe bem quem você era no semestre passado, mas tinha dificuldade em entender quem é você hoje.

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