3 prompts estratégicos para crescer no Instagram sem copiar ninguém
Crie conteúdos com personalidade, apresentando seus próprios pontos de vista em vez de apenas replicar o que todo mundo já faz.
O Instagram virou um imenso mercado de repetições. A mesma fórmula, o mesmo tom de voz, os mesmos cenários milimetricamente projetados para simular uma espontaneidade que já não convence ninguém. Na pressa de decifrar o algoritmo, a maioria entregou o que tinha de mais valioso: a própria identidade. O resultado é um feed homogêneo, onde todo mundo diz a mesma coisa, na mesma frequência, esperando um milagre.
Crescer na rede hoje não é uma questão de volume; é uma questão de fricção. É sobre causar um pequeno estalo no piloto automático de quem rola a tela. Para que alguém pare no seu conteúdo, o texto precisa carregar um peso real. Uma frase genérica, por mais bem intencionada que seja, é apenas barulho. A especificidade e a originalidade atraem; o excesso de polimento afasta.
Os prompts a seguir não foram desenhados para que você use a inteligência artificial como um gerador de clichês, mas como uma ferramenta de extração. Eles servem para cavar fundo nas suas próprias convicções, naquilo que você defende com unhas e dentes no seu mercado, e transformar essa substância (que é ouro) em ganchos visuais e narrativos que retêm pela empatia, não pelo truque de marketing.
Afinal, o crescimento orgânico real vem do que é específico e difícil de replicar: a sua voz. Os prompts abaixo servem apenas para organizar a sua personalidade, priorizando o que você tem a dizer.
1.
Prompt para Criar Conteúdos Originais
Atue como roteirista de Stories para criadores de conteúdo no Instagram. Não escreva introduções, não use frases motivacionais, não repita o briefing de volta para mim.
Contexto que você precisa saber antes de começar:
Meu nicho: [descreva em uma frase o que você faz e para quem]
Minha opinião real sobre o maior equívoco do meu mercado: [escreva em suas próprias palavras, sem polir — pode ser uma reclamação, uma frustração, uma coisa que você para de recomendar]
Um erro que cometi e que revela meu critério atual de decisão: [descreva o erro e o que você aprendeu de concreto, não em moral, mas em método]
Como eu escrevo: [cole aqui um trecho de texto seu — um direct, uma legenda, uma nota de voz transcrita. Qualquer coisa que mostre seu vocabulário real]
Como eu não escrevo: [uma frase ou expressão que você nunca usaria]
Ação que quero que a DM gere: [ex.: agendamento, resposta para uma pergunta específica, entrada numa lista de espera]
O que você vai produzir:
Quatro sequências de Stories com objetivos distintos entre si:
Sequência 1 — Posicionamento: contrasta o que o mercado repete com o que eu acredito. Usa minha opinião do briefing como espinha. Termina com uma pergunta que divide opiniões.
Sequência 2 — Processo: mostra um erro real que cometi (o que está no briefing) e o critério que desenvolvi a partir dele. Não transforma em lição de autoajuda. Termina com uma afirmação que abre espaço para quem quer saber mais.
Sequência 3 — Bastidor de decisão: documenta uma escolha recente — o que eu considerei, o que descartei e por quê. Não precisa ter moral. A transparência é o conteúdo.
Sequência 4 — Convite direto: retoma a tensão criada nas sequências anteriores e direciona para a ação definida no briefing. Sem CTA genérico. A frase final precisa ser endereçada a uma pessoa específica, não a todo mundo.
Formato de cada sequência:
Para cada Story dentro da sequência, entregue:
- Texto exato (como vai aparecer na tela ou ser falado)
- Instrução visual objetiva baseada nos dados que eu dei, não em boas práticas genéricas
- Duração estimada ou número de telas
- Onde entra a interação (enquete, caixa de perguntas, link) — só se fizer sentido, não por padrão
Restrições:
Não invente opiniões minhas. Se o briefing não tiver dado suficiente para uma sequência, sinalize o que falta em vez de preencher com suposição.
Não use: “você não está sozinho”, “a maioria das pessoas”, “e se eu te dissesse”, nem variações.
Não encerre nenhuma sequência com pergunta retórica vaga (“o que você acha?”). O encerramento precisa ser específico o suficiente para filtrar quem responde.
Só comece depois que eu preencher o briefing acima.
O primeiro Prompt abre a conversa — gera o posicionamento, provoca a DM — mas não prepara você para o que acontece depois que alguém responde aos seus Stories. É exatamente aí que a maioria trava ou cai no genérico. Para seguir na mesma lógica de originalidade, o segundo Prompt ajuda você a criar melhores respostas de DM.
2.
Prompt para Melhorar suas DMs
Atue como ghostwriter de conversas no Instagram. Sua função é escrever respostas de DM que soam como a pessoa, não como um script de vendas. Não escreva introduções, não repita o briefing, não explique o que vai fazer antes de fazer.
Contexto fixo (preencha uma vez, vale para todas as conversas):
Quem sou: [mesma frase do briefing anterior — o que você faz e para quem]
Meu tom em conversa informal: [cole um trecho de uma DM ou mensagem de WhatsApp sua — não legenda, não post. Conversa real]
O que eu nunca faço em vendas: [ex.: não mando áudio longo para desconhecido, não uso “aproveita que ainda dá tempo”, não peço para agendar antes de entender o problema]
Ação-alvo desta conversa: [o que você quer que aconteça ao fim da troca — agendamento, resposta a uma pergunta específica, entrada em lista de espera, compra direta]
Contexto da conversa (preencha a cada nova DM):
Story ou conteúdo que gerou a mensagem: [cole o texto ou descreva o que foi postado]
O que o seguidor escreveu exatamente: [cole a mensagem sem editar]
O que você vai produzir:
Três variações de resposta para perfis distintos de quem pode ter mandado essa mensagem:
Variação 1 — O curioso sem intenção clara: chegou porque o conteúdo ressoou, mas não tem pergunta formada. Quer ser ouvido antes de qualquer coisa. A resposta abre uma pergunta direta que revela se há problema real por trás.
Variação 2 — O frustrado em busca de validação: concorda com a opinião do Story, quer desabafar sobre o mercado. A resposta valida sem prolongar o desabafo e redireciona para o problema concreto que ele tem, não para o que o mercado faz de errado.
Variação 3 — O pronto para agir: a mensagem já tem uma pergunta de compra ou de próximo passo implícita ou explícita. A resposta não volta atrás para convencer — vai direto ao próximo passo sem gerar fricção desnecessária.
Formato de cada variação:
- Identificação do perfil em uma linha
- Resposta completa, pronta para enviar
- Comprimento proporcional ao que o seguidor escreveu — mensagem curta, resposta curta
- Se houver segundo turno necessário (a conversa não fecha em uma mensagem), entregue também a resposta de acompanhamento
Restrições:
Não use: “que ótimo que você me procurou”, “fico feliz que o conteúdo ressoou”, “posso te ajudar com isso”, nem variações.
Não crie urgência artificial em nenhuma variação.
Não ofereça o produto ou serviço antes de ter confirmado o problema real do seguidor — mesmo na Variação 3.
Se a mensagem recebida for ambígua demais para classificar o perfil, sinalize antes de escrever as variações e proponha a pergunta de qualificação que você usaria antes de responder.
Só comece depois que eu preencher os dois blocos de contexto acima.
Como você notou, os dois primeiros prompts cobrem atração e conversa. O que ainda está descoberto é o momento em que a conversa na DM chega num ponto de virada — o seguidor pergunta “como funciona?”, “quanto custa?”, “me conta mais sobre o seu trabalho” — e você precisa apresentar o que oferece sem soar como uma landing page.
Esse é o ponto onde mais gente improvisa mal ou copia um script de vendas que contradiz tudo que o Story construiu antes. Por isso, o terceiro prompt te ajuda na apresentação da sua oferta — não uma proposta formal, mas a versão conversacional de explicar o que você faz, para quem funciona, o que a pessoa pode esperar e qual o próximo passo. Tudo dentro do tom que os dois primeiros prompts construíram.
O ponto específico que vamos endereçar: a maioria das pessoas, nessa hora, abandona o tom e vira vendedor. O prompt força consistência de voz entre o Story que gerou a DM e a oferta que aparece três mensagens depois, sem ‘marketês’ barato.
3.
Prompt para Humanizar a Venda
Atue como ghostwriter de conversas no Instagram. Sua função é escrever a apresentação de uma oferta dentro de uma DM — não uma proposta formal, não um script de vendas, não um resumo de landing page. Uma explicação que soa como a pessoa, no momento exato em que o seguidor perguntou.
Não escreva introduções, não repita o briefing, não explique o que vai fazer antes de fazer.
Contexto fixo (preencha uma vez, vale para todas as apresentações):
Quem sou e o que ofereço: [descreva o serviço ou produto em linguagem de conversa — como você explicaria para um amigo próximo, não para um investidor]
Para quem funciona de verdade: [descreva o perfil de quem tem resultado, não o público-alvo teórico]
Para quem não funciona: [seja honesto — isso vai construir mais confiança do que qualquer garantia]
O que a pessoa pode esperar de concreto: [entrega, prazo, formato, acesso — sem hipérbole]
O que a pessoa não vai ter: [expectativas que você precisa corrigir antes que virem problema]
Próximo passo exato após a apresentação: [o que você pede que a pessoa faça — uma pergunta, um link, um agendamento]
Meu tom em conversa: [o mesmo trecho colado no segundo prompt — não precisa repetir se estiver na mesma sessão]
Contexto da conversa (preencha a cada nova apresentação):
O que o seguidor disse que gerou a necessidade de apresentar a oferta: [cole a mensagem exata]
O que você já sabe sobre o problema dele até aqui: [resuma o que a conversa revelou — pode ser nada, pode ser bastante]
Nível de aquecimento percebido: [frio, morno ou quente — com base no tom e no histórico da troca]
O que você vai produzir:
Três versões da apresentação calibradas pelo nível de aquecimento:
Versão fria: o seguidor perguntou mas não revelou problema real ainda. A apresentação não vai direto à oferta — abre com o problema que a oferta resolve e pergunta se é isso que ele está enfrentando antes de continuar.
Versão morna: o problema está identificado mas o seguidor ainda não sinalizou decisão. A apresentação conecta o problema dele ao que você entrega, sem listar todos os benefícios. Termina com o próximo passo, não com uma pergunta aberta.
Versão quente: o seguidor já demonstrou intenção. A apresentação é curta, vai direto ao que ele precisa saber para dar o próximo passo, e não volta atrás para convencer quem já está convencido.
Formato de cada versão:
- Identificação do nível e do raciocínio de calibração em uma linha
- Mensagem completa, pronta para enviar
- Se a apresentação exigir mais de um turno, entregue a sequência completa com as pausas marcadas — onde você espera resposta antes de continuar
- Comprimento proporcional ao aquecimento: versão fria é mais curta que a quente, não o contrário
Restrições:
Não liste benefícios em sequência. Se precisar mencionar mais de dois, integre-os ao problema do seguidor, não à descrição do produto.
Não use: “investimento”, “transformação”, “resultados extraordinários”, “método”, “jornada”, nem variações.
Não crie escassez artificial em nenhuma versão.
Não apresente preço antes de confirmar que o seguidor entendeu o que está comprando — mesmo na versão quente.
Se o briefing não tiver dado suficiente para diferenciar as três versões, sinalize o que falta antes de escrever qualquer uma.
Só comece depois que eu preencher os dois blocos de contexto acima.
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